Goiás
Atualizado em 07/04/2010 - 21h48

Goiás entra na lista de destinos brasileiros

Notícia disponibilizada por O HOJE.

O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) apresentou ontem em Goiânia as estratégias para a inserção de quatro municípios goianos (Caldas Novas, Cidade de Goiás, Goiânia e Pirenópolis) na política do Governo Federal de promoção internacional do produto turístico brasileiro tendo em vista a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.A iniciativa faz parte do Plano Aquarela 2020, ambiciosa iniciativa de marketing planejada para construir a imagem do Brasil no exterior e converter o País em longo prazo como um dos mais importantes destinos turísticos do planeta. O plano visa trabalhar o produto turístico do País nos conceito de Sol praia, cultura, ecoturismo, esporte, negócio e eventos.“A nova estratégia brasileira visa criar situações que nos confira competitividade no mercado global do turismo centrada na valorização da nossa diversidade, da latinidade e não mais em cima dos apelos exóticos do futebol e da concupiscência das mulatas, entre outros estigmas”, ressaltou a coordenadora da Diretoria de Produtos e Destinos da Embratur, Patrícia Fernandes.Para Goiás, o Plano Aquarela 2020 chega como uma oportunidade extra de promoção das quatro cidades depois que Goiânia foi preterida pelo Comitê Organizador da Copa do Mundo 2014 de sediar os jogos da competição de futebol. “Goiás tem chance de absorver o grande fluxo internacional de turistas que virá para os jogos em Brasília e Cuiabá, além do que não podemos pensar as Olimpíadas como um evento isolado do Rio de Janeiro, mas de todos os brasileiros", comentou em palestra Patrícia Fernandes.Quem for assistir à primeira fase da Copa do Mundo na Capital do País deve cumprir uma programação de 15 dias. A idéia da Embratur é aproveitar a oportunidade e por meio de atrações e serviços ampliar a estadia do amantes do futebol. Ao todo são esperados 500 mil turistas do exterior para a Copa do Mundo de 2014. Anualmente o Brasil recebe em torno de 6 milhões de estrangeiros, cujo destino preferencial é o Rio de Janeiro.Para se ter noção do atraso do Brasil no setor, de acordo com a Organização Mundial de Turismo, o país que mais recebe visitantes no mundo é a França com um fluxo anual de 79 milhões turistas. A América do Sul inteira representa 2,2% do mercado mundial. No ranking global de competitividade 2009 do Fórum Econômico Mundial, que avalia as condições de desenvolvimento da indústria do turismo, o Brasil ocupa a 45ª posição entre 133 países pesquisados.Os problemas são os de sempre: deficiência de infraestrutura (aeroportos, rodovias, saneamento, telecomunicações etc), ambiente desfavorável à realização de negócios, falta de domínio da língua estrangeira, sinalização inadequada, entre outros. De acordo com pesquisa realizada pela Embratur o grande atributo do Brasil na visão do turista estrangeiro é o povo, com 45% de avaliação positiva.

Expectativa com ampliação de aeroporto

O entusiasmo da Diretora de Desenvolvimento Turístico da Agência Estadual de Turismo (Goiás Turismo), Deuslene Leão, com o Plano Aquarela 2020 é expressivo, especialmente no que se refere ao Prodetur, programa do Ministério do Turismo que prevê investimentos de R$ 227 milhões em Goiás. Sobre o principal problema do Estado no setor, a infraestrutura aeroportuária, a diretora da Goiás Turismo lembrou que o ministro do Turismo garantiu que as obras de ampliação do Aeroporto Santa Genoveva serão logo retomadas.A paralisação ocorreu em razão de irregularidades no processo licitatório da obra por recomendação do Tribunal de Contas da União. Deuslene Leão argumenta que em relação ao sistema rodoviário que interliga as cidades-alvo do Plano Aquarela 2020 não foi identificado em pesquisa da Embratur como insuficiente. No que se refere às falhas ou inexistência de sinalização turística nas quatro cidades, inclusive Goiânia, a diretora lembrou que o problema é nacional e que também há a perspectiva de que seja sanado com os recursos do Prodetur.Deuslene ainda acredita que a integração dos diversos setores que compõem a indústria do turismo como operadoras, agências, hotelaria, restaurantes e outras instâncias de entretenimento vem sendo realizada no Estado a partir de trabalho político da Goiás Turismo em parceria com o trade e entidades como o Sebrae, Senai e Convention Bureau.Por fim a diretora imagina que a falta de domínio da língua estrangeira não será obstáculo para o êxito do Plano Aquarela 2020 em Goiás. “Temos tempo para nos preparar, os recursos para capacitação são suficientes e, conforme apontou pesquisa da Embratur citada pela Patrícia Fernandes, o nosso povo é tão cordial e receptivo que o turista estrangeiro não aponta como óbice o fato do goiano não falar inglês”, completou a diretora. (M.F.)

Segunda, 06 de Fevereiro de 2012

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