Goiânia
Atualizado em 06/06/2010 - 10h51

CELG não será tema eleitoral, diz Faleiros

Notícia disponibilizada por O HOJE.

O coordenador político Antônio Faleiros (PSDB) garantiu ontem que a pré-campanha tucana, que visa reconduzir o senador Marconi Perillo (PSDB) ao governo do Estado, não vai colocar a Celg, a princípio, no debate eleitoral. “Tudo o que diz respeito a Goiás deve ser levado em consideração. Não fugimos de nenhum debate”, disse. “O que a gente não vai querer é fazer com que as pessoas fiquem levantando a possibilidade de discussão só pelo fato de ser eleição”, adverte.

Segundo Faleiros, a Celg é uma empresa que representa um grande patrimônio do Estado, e não deve ser objeto de acordos. “Estamos vendo o governo federal fazendo promessas e mais promessas e, até agora, não vimos nenhuma ação no sentido de concretizar (a solução)”, cita. “Quiseram incriminar a própria Assembleia Legislativa por atraso na aprovação do projeto de acordo com a Eletrobras”, ainda disse o tucano.

“Mas a Assembleia aprovou. E aí? Já tiveram duas reuniões mensais com a Eletrobras e, no entanto, nada foi resolvido”, ressalta. “Na verdade, o obstáculo é a inoperância deste governo, que ficou cinco anos e até agora tudo que acontece tenta arrumar um bode expiatório, jogar a culpa em alguém”, acusa.

Com cerca de 20 dias na função de coordenador político da pré-campanha do senador Marconi Perillo (PSDB), Faleiros confessa ter conseguido alguns resultados, dentro da tese que defendem os tucanos. “Tenho procurado colocar para as pessoas que a proposta política do governo Marconi representa o moderno, o contemporâneo, o avanço”, afirma. “É preciso que você fique sempre antenado. Acho que um candidato a governador não pode ser nem atrasado, nem muito à frente da realidade. Ele tem de ser atual, e é isso que Marconi é. Isso facilita muito nosso trabalho”, assegura.

Faleiros cita, por exemplo, a preocupação de Marconi em usar as redes sociais, como o twitter – onde já possui mais de 12.500 seguidores –, para se comunicar com eleitores. “Modernidade são os avanços a que você tem de estar antenado”, elogia. “Antigamente se dizia que governar era fazer estrada. Isto é uma coisa extremamente atrasada nos dias de hoje, a gente não vê nenhum fundamento em uma proposta como esta”, critica Faleiros. “É muito sectário, individualizado em um determinado setor”, explica. “Hoje governar não é isso, é promover o ser humano”, aponta o coordenador tucano, para quem um governo deve englobar um pool de ações e não só infraestrutura.

DILMA

Neste ponto, Antônio Faleiros criticou a recente passagem da presidenciável do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff, por Goiânia, quando prometeu ações de infraestrutura para o Estado, se eleita. “Acho que qualquer coisa que a Dilma propuser, que seja diferente do que está aí, é tentar fazer proposta demagógica”, acredita. “Segundo consta, ela é a grande poderosa do governo Lula, a mãe do PAC, e daí por diante, por que não fez até agora esta retomada das obras do aeroporto, uma das obras mais importantes para o desenvolvimento de Goiás?”, questiona.

Segunda, 06 de Fevereiro de 2012

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