O candidato do PMDB ao governo, Iris Rezende (PMDB), aproveitou a primeira reunião entre os candidatos da coligação Goiás Rumo ao Futuro e o comitê jurídico, realizada em um hotel de Goiânia, para tentar debelar os primeiros focos de incêndio por causa da estruturação da coordenação de campanha e também de atritos entre candidatos a deputado da base aliada.
Ao comentar sobre a insatisfação manifestada por candidatos a deputado estadual, pela escolha do ex-deputado Wolney Siqueira para cuidar de sua agenda, Iris garantiu que não haverá privilégios. Wolney é pai do ex-presidente da Comurg Wagner Siqueira Junior, o Waguinho, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PMDB.
“Não me conhecem aqueles que reclamaram”, reagiu. “Comitê meu, dos nossos candidatos ao Senado, à Câmara e à Assembleia são coisas para mim sagradas”, disse Iris. Por ser marido da deputada federal peemedebista Iris de Araújo, ele afirmou que, se tiver de pedir voto para ela, não usará a estrutura do comitê, e defendeu que o mesmo procedimento seja seguido por quem tem parente candidato.
Por entender que o respeito deve reinar no comitê central, o governadoriável garantiu que ninguém vai assumir função na coordenação da campanha dele para tomar voto de aliados. O tratamento, segundo ele, será igualitário. ‘Não tem subterfúgio, nunca aceitei criar panela dentro do meu partido. Não tem grupo do Iris, grupo disso, grupo daquilo, tem não. É o PMDB.”
Caça ao voto
Iris aproveitou a reunião para dar um puxão de orelhas e acalmar os ânimos entre candidatos da coligação que já estão brigando por votos. “Busquem o voto dos adversários”, recomendou. “Nós temos de brigar por votos é com os nossos adversários, que estão enterrando este Estado, que está à beira do precipício. Que haja respeito aos companheiros para não trazer dissabores e maiores desentendimentos para a campanha, é fundamental para um resultado melhor ao final da campanha”, pontuou.
Para evitar o confronto entre aliados, o peemedebista chegou a propor um pacto de lealdade na coligação. “Dentro desse pacto, procuro estabelecer aqui nesse primeiro encontro nosso, já que estamos no mesmo barco. Se o nosso objetivo a alcançar é o mesmo, que nós respeitemos os nossos companheiros, principalmente os candidatos a deputado estaduais e federais.”
Ao mesmo tempo, cobrou reciprocidade na campanha, na hora de pedir voto. Afirmou que será intransigente nos palanques e programas de televisão, no sentido de também apresentar ao eleitor os candidatos da coligação. “Tenho feito sempre assim e vou fazer mais do que nunca. Agora quero que vocês também sejam comigo assim”, cobrou.
Mesmo não citando o nome de Marconi Perillo, Iris comentou a investigação contra o senador tucano, no Supremo Tribunal Federal, de um suposto recebimento de propina de donos de frigorífico, por causa de benefícios de isenção fiscal. “A cada dia nós somos surpreendidos com atos que chegam a arrepiar e a revoltar a gente. Assumiram o poder e fizeram dele um instrumento de defesa dos interesses pessoais. Que coisa!”, salientou.
Para ele, esses acontecimentos devem ser levados ao conhecimento do povo, para “mostrar o lamaçal a que fomos colocados nesses anos, quando irresponsavelmente prometiam tanto”.