Goiânia
Atualizado em 24/06/2010 - 06h24

Votação de piso é adiada mais uma vez

Notícia disponibilizada por O HOJE.

Os vereadores protelaram mais uma vez a votação do projeto de lei que trata do piso salarial dos professores do município, implanta o Regime Especial de Trabalho da Guarda Municipal e concede reajuste anual para os demais servidores da educação. A votação estava prevista para ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Yeda Leal, pediu para adiar a votação.

Ela explicou que o sindicato terá um tempo maior para a possibilidade de apresentação de emendas para adequação do projeto às reivindicações da categoria. Yeda reforçou ainda que a classe reivindica o piso para o professor de R$ 1,312 mil e o plano de carreira para a área administrativa da educação.

A Prefeitura propôs no projeto inicial um piso de R$ 1.024,67 para uma jornada semanal de 30 horas para o professor de nível superior e R$ 824,35 para o professor de nível médio. O relator do projeto, Virmondes Cruvinel (PSDC), repassou seu relatório antes para o Sintego, o comando de greve e o Sindicato da Guarda Municipal, que pediram para verificar se o texto condiz com suas reivindicações antes de ser votado na CCJ.

Plenário

Ele garantiu que a matéria será votada em sessão extraordinária da CCJ segunda-feira e, no dia seguinte, deverá ser apreciada pelo plenário. Depois o projeto seguirá para a Comissão do Trabalho e Servidores Públicos, que também emitirá parecer para, após 24 horas, ser novamente discutido em plenário antes de seguir à sanção do Executivo.

O vereador Fábio Tokarski (PCdoB) analisou que há uma resistência do Paço Municipal e da categoria de procederem gestos de negociação. Segundo ele, a Prefeitura quer a votação do projeto, ao contrário do comando da greve. “Se o pedido foi para construir um acordo, muito bem, se não deveremos nos posicionar de uma vez por todas. Não podemos protelar mais”, argumentou, lembrando dos milhares de alunos que não estão tendo aula.

Tokarski defendeu a luta dos educadores, dizendo que é justa e que para o País se desenvolver é preciso uma formação profissional de qualidade para os jovens. Ele sugeriu ao poder público a elaboração de metas mais claras para a educação.

Segunda, 06 de Fevereiro de 2012

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